Jorginho e Fabeta são apostas para a nova época

  • Jorginho e Fabeta são reforços confirmados para a próxima época.
  • Médio regressa depois de meia época no Cucujães e defesa chega do Cinfães, clube que representou no último ano.

Jorginho e Fabeta são as mais recentes apostas da AD Sanjoanense para o plantel sénior de futebol da próxima época.

O médio, que regressa depois de ter representado o Cucujães durante a segunda metade da última época, garante chegar “mais maduro” e com “a intenção de ajudar o clube”, vincando como objetivo a manutenção.

“O primeiro ano é sempre o mais complicado, optei por ir para o Cucujães para jogar mais e ganhar experiência. Acho que este ano estou mais maduro e venho com a intenção de ajudar este grande clube”, começou por dizer, apontando a importância do acesso à Fase de Manutenção para que a equipa possa “garantir a manutenção logo em janeiro”.

Fabeta, por seu lado, prepara-se para uma nova experiência e um novo clube, o nono na carreira, depois de passagens por Gondomar, Asteras Tripolis (Grécia), Beira-Mar, Santa Clara, Ayia Napa (Chipre), Fátima, U. Leiria e Cinfães.

Com vasto currículo e duas experiências no estrangeiro, o defesa, de 28 anos, justifica a escolha com “o projeto apresentado” e assegura que, para além dos objetivos pessoais, tudo fará para ajudar o clube a conquistar as metas propostas.

“Pretendo ajudar o clube a atingir os objetivos propostos. Se conseguirmos isso, sinto-me realizado, se conseguir atingir os meus objetivos pessoais, melhor ainda. (…) Falam-me bastante da Sanjoanense como uma montra mas não quero usar isso como prespetiva para o futuro. Quero apenas ajudar a Sanjoanense. Se o clube me ajudar também, melhor ainda”, vincou.

“Este é o dia mais feliz da minha vida” – Ricardo Sousa

  • Apresentação da equipa técnica e da estrutura diretiva do futebol alvinegro decorreu na tarde de segunda-feira.
  • Ricardo Sousa regressa ao clube onde se formou e será auxiliado por Cândido Costa, Tito e Manuel José.

“Este é o dia mais feliz da minha vida porque vou começar no clube de que gosto e que me formou enquanto homem”. Foi com um estado de espírito entusiasta que Ricardo Sousa se dirigiu aos sócios e simpatizantes da AD Sanjoanense presentes no Ever Hotel, em São João da Madeira, durante a cerimónia apresentação da equipa técnica e da estrutura diretiva do futebol para a época 2015/16.

A poucas semanas do início oficial da primeira experiência como treinador, depois de ter terminado a carreira de jogador no final da última temporada, Ricardo Sousa não escondeu a motivação, prometeu trabalho e apelou à união, apontando o clube como “um gigante adormecido”.

“Aquilo é que pretendo é unir a Sanjoanense e os seus adeptos em torno do futebol. A Sanjoanense é um gigante adormecido e, por tudo o que envolve, tem andamento para muito mais”, começou por vincar, apelando, depois, à envolvência dos adeptos em torno da equipa:

“Não fazemos nada sozinhos. Precisamos de todos os adeptos e sem vocês não vamos ser nada. Não existe nenhum clube, nesta região, que consiga mover tantos adeptos e isso é um fator benéfico para todos nós.”

Garantida a permanência na última época, o objetivo passa, novamente, pela manutenção no Campeonato Nacional de Seniores, não sendo descartados, porém, outros voos.

“Vamos olhar para todos os jogos como finais. Ganhando domingo após domingo vamos estar mais perto dos objetivos. O objetivo principal é a manutenção. Caso o consigamos cumprir, poderemos pensar em algo mais”, concluiu.

Na apresentação, Ricardo Sousa fez-se acompanhar por Cândido Costa, Tito e Manuel José, que completam a equipa técnica do futebol sénior alvinegro, e ainda por Tiago Moreira, Coordenador de Futebol de Formação que auxiliará na interligação entre os escalões de formação e o plantel sénior.

Fotografia: Daniel Oliveira

Brandão e Danilo reforçam Sanjoanense

Danilo Almeida e Bruno Brandão oficializaram, na manhã de sábado, o vínculo que os ligará à Sanjoanense na época 2015/2016.

Com o plantel a ganhar forma, depois das renovações de Diogo, Bruno, Pardal e Catarino, das promoções de Pedro Lisboa e Aloísio e das chegadas de Almeida e Leandro, Brandão e Danilo não escondem a ambição para a nova temporada e prometem trabalhar para que o clube assegure os objetivos propostos.

Para Brandão, este é um regresso a uma casa que bem conhece. Formado na Sanjoanense, o jogador, que se caracteriza pela polivalência em campo, regressa depois de 6 anos de interregno, durante os quais representou o Milheiroense, Carregosense e Coimbrões – o último ao longo de quatro temporadas.

Com vontade de “ajudar o clube do coração”, Brandão aponta, como objetivo mínimo, “a permanência no Campeonato Nacional de Seniores”, não descurando, porém, um possível acesso “ao playoff de subida”.

Já Danilo, chega à Sanjoanense depois de duas épocas ao serviço do Sp. Espinho, tendo também representado o Crasto e o Leixões. Médio, assume preferência pelas posições “6 e 8” e define-se como um jogador “esforçado”, garantindo que dará sempre “o máximo” em prol da equipa.

Aos 21 anos, prepara-se para iniciar a segunda experiência no Campeonato Nacional de Seniores, depois de uma época menos positiva em termos colectivos – recorde-se que o Sp. Espinho foi despromovido ao Campeonato Distrital –, e não esconde que chega a São João da Madeira para “ajudar a cumprir os objetivos da Sanjoanense, jogar o máximo possível e ajudar o clube a crescer”, não hesitando em apontar o clube como “um gigante adormecido, que pode acordar a qualquer momento”.

Comunicado: Apresentação da equipa técnica para 2015/16

A Associação Desportiva Sanjoanense vem, por este meio, convidar os Sócios e simpatizantes a marcarem presença na conferência de imprensa de apresentação da equipa técnica do futebol sénior para a época 2015/16.

O evento terá lugar no Ever Hotel, em São João da Madeira, pelas 16 horas da próxima segunda-feira, dia 22 de junho, e servirá, também, para dar a conhecer os novos membros da direção para a área do futebol.

São João da Madeira, 19 de junho de 2015.

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense.

Eleições adiadas para 12 de junho

  • Assembleia Geral da Associação Desportiva Sanjoanense foi das mais concorridas dos últimos anos mas terminou com o agendamento das eleições para o próximo dia 12.
  • Decisão resultou de acordo entre os dois candidatos ao lugar.

Foram cerca de uma centena os adeptos que marcaram presença na mais esperada e concorrida Assembleia Geral da Associação Desportiva Sanjoanense dos últimos anos, motivados pela presença, na ordem de trabalhos, de um espaço destinado à eleição dos órgãos sociais do clube para o mandato 2015/2017.

No entanto, as expectativas que recaíam sobre o processo eleitoral acabaram por sair defraudadas, na sequência de um «acordo de cavalheiros» estabelecido entre os dois candidatos, que se comprometeram a não apresentar as respectivas listas.

Na base da decisão esteve, segundo André Neves, Presidente da Mesa, a oportunidade de contornar «legal e estatutariamente» a votação, de forma a estabelecer um calendário eleitoral que serve para, «de uma forma mais tranquila, projetar umas eleições em que exista um período temporal de debate entre os dois projetos e possa existir um período de votação maior e acessível a todos os sócios».

Dessa forma, ficou definido o adiamento do processo eleitoral para o dia 12 de junho, altura em que Luís Vargas e João Rodrigues concorrerão pela presidência do clube. A abertura das urnas está prevista para as 12h e o seu encerramento para as 21h, com a tomada de posse do vencedor prevista para uma hora depois.

A Assembleia serviu ainda para a apresentação da situação financeira do clube, que conta com um passivo que ronda os 873 mil euros, valor que, segundo Luís Vargas, deverá oscilar nos próximos meses, durante os quais se espera o aumento de receitas pendentes.

Comunicado: Paulinho em Liverpool para ultimar detalhes

A Associação Desportiva Sanjoanense informa que, depois de largos meses de negociações, chegou a acordo com o Liverpool para a cedência, a título definitivo, de Paulo Alves, atleta de 17 anos que representa a equipa de futebol sénior do clube.

O acordo surge na sequência de um período de testes que o jovem médio realizou no mítico clube inglês e durante o qual correspondeu às expectativas dos seus responsáveis, devendo ser formalizado nos próximos dias com a presença do jogador, autorizado a viajar para Liverpool, na companhia do pai, para ultimar detalhes contratuais.

Mais se informa que o novo desafio na ainda curta carreira de Paulinho apenas terá início na próxima temporada, sendo que o jogador se mantém ao serviço da Sanjoanense até ao final da presente época.

Ao Paulinho, a Associação Desportiva Sanjoanense endereça votos de enorme sucesso a nível pessoal e profissional e o desejo de que continue a pautar o seu trabalho pela humildade e empenho até aqui demonstrado.

 

São João da Madeira, 05 de maio de 2015.

Boletim Clínico – Atualização

O Departamento de Futebol da Associação Desportiva Sanjoanense informa que os seguintes jogadores se encontram afastados dos trabalhos da equipa principal por lesão:

Pedro Justo: Contusão no osso do pé. Será sujeito a avaliação mais pormenorizada, não sendo ainda possível determinar qual o período de paragem.

Jonathan: Entorse de grau 2 no pé. Será também sujeito a avaliação mais pormenorizada, que permita detalhar a lesão e qual o período de afastamento.

Ricardo Tavares: Em período de recuperação na sequência da intervenção cirúrgica ao ligamento cruzado do joelho. O atleta não regressará à competição até final da presente temporada.

Gian: Em período de recuperação depois de intervenção cirúrgica ao menisco do joelho. Não volta a competir esta época.

João Pinto: A recuperar de uma rotura na coxa. À semelhança de Ricardo Tavares e Gian, João Pinto não jogará mais esta temporada.

Zé Mário: Mialgia de esforço. Encontra-se em período de recuperação.

«É uma pena que o clube não esteja com outra força» – Pêpa

Uma subida de divisão e a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores, na época seguinte. É este o currículo de Pêpa desde que ingressou na Sanjoanense, no início da temporada 2013/2014.

Em dois anos, o técnico cumpriu os principais objetivos que tinha proposto e que passavam por «colocar e estabilizar a Sanjoanense nos campeonatos nacionais», algo que não acontecia há 10 anos e que ajuda a promover a base de uma estabilidade que se adivinha essencial.

Em entrevista exclusiva ao site da Sanjoanense, Pêpa abordou a «maratona terrível» que foi esta temporada, não fugindo aos problemas e assuntos sensíveis.

Sempre frontal e direto, não se escusou a comentar o presente e o futuro da Associação Desportiva Sanjoanense, apelando às forças da cidade para que se unam em torno do clube e recuperem o espírito de luta de uma instituição que tem «potencial para fazer muito mais».

 

Pêpa, a Sanjoanense já garantiu a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores, numa altura em que faltam ainda disputar quatro jornadas até ao final do campeonato. Que sentimentos o invadem depois de cumprido o principal objetivo da temporada?

É uma satisfação enorme, um sentimento de dever cumprido, de objetivo cumprido. Às vezes não se valorizam estes momentos, valorizam-se mais as conquistas de campeonatos e os momentos de festa, mas foi um feito tremendo, e se calhar só se dará o devido valor depois.

Este ano parece que demorou duas ou três épocas e isso é a prova de que foi muito desgastante, foi terrível. E a sensação de chegar a quatro jornadas do fim com o objetivo matematicamente garantido é tremenda. Foram muitas as contrariedades, tivemos situações surreais e muito difíceis de ultrapassar, pelas quais nenhuma outra equipa da nossa série teve que passar – desde baixas e castigos a questões internas bastante turbulentas –, mas sempre mantivemos a nossa identidade, na procura das vitórias, apesar de alguns erros que estão identificados mas que fazem parte da nossa forma de jogar e estar.

Mas é uma sensação de dever cumprido, com grande orgulho naquilo que foi feito. É uma sensação tremenda… Bate o cansaço porque foi tão duro, tão difícil… E nós crescemos com isso. E é por isso também que alguns clubes estabilizam depois de estarem neste campeonato. É uma diferença muito, muito grande, e a prova disso é toda a competitividade que se presencia. E basta termos atenção às séries C e E, que nos são mais próximas, para termos a real noção do quão difícil é…

A época, como se sabe, foi tudo menos tranquila, principalmente se tivermos em conta as baixas com que o teve que contar. Como é que um treinador lida, no decorrer de uma temporada, com este tipo de problemas?

Aquilo que o treinador mais deseja é ver esses problemas resolvidos pela própria estrutura do clube, o que permite centrar o foco no treino, nas opções, no jogo e na liderança do grupo. Mas a verdade é que tivemos que lidar com situações muito complicadas e não é fácil gerir essa situação. Até porque sou muito exigente e admito que, em alguns momentos, possa ser complicado orientar algumas questões… Mas não vou deixar de ser como sou e trabalhar como sempre trabalhei e idealizei.

Agora, tenho noção que levei muita malta do grupo ao limite porque tivemos que nos superar em algumas situações e isso, como é óbvio, desgasta tudo e todos. Não nos podemos acomodar ao que quer que seja. Não quero pedir demais ao clube, às pessoas ou aos jogadores, mas temos que ser exigentes. E eu vinquei isso mesmo aos jogadores que aqui continuaram desde o ano anterior. Avisei que seria muito mais exigente e tive que o fazer porque, caso isso não acontecesse, corríamos o risco de não estarmos aqui a falar com a manutenção assegurada. E, nesse aspeto, foi uma aprendizagem muito grande. Não só para mim como para todo o grupo de trabalho. Tivemos a noção de uma nova realidade, muito difícil e completamente diferente, na qual um pequeno desvio do foco pode fazer com que tudo abane. E a verdade é que tivemos situações em que tudo isto abanou, mas tivemos força para nos reerguermos e conseguirmos o objetivo da manutenção.

A Sanjoanense começou muito bem o campeonato, perdeu algum fulgor sensivelmente a meio da primeira fase mas encontrou o caminho das vitórias depois do jogo com o Marítimo C, mantendo a série invencível até há bem pouco tempo. Ainda assim, no início desta segunda fase, esperava que a equipa alcançasse tão cedo a permanência nos campeonatos nacionais?

Eu tomo sempre como exemplo aquilo que nos aconteceu no ano passado. Tivemos duas lesões graves: o Rui, com quem, infelizmente, só contei por 15 dias e que foi uma baixa tremenda pela sua irreverência, capacidade de marcar e atitude “à Sanjoanense”; e o Hugo, que era um jogador experiente, com qualidade e que nos fez muita falta. Mas, tirando essas duas situações, não tivemos mais nenhum problema prolongado.

É certo que não existem titulares indiscutíveis mas, a partir de certa altura, começa a desenhar-se um onze base, que pode ir alterando consoante diversos factores. E a verdade é que, no nosso onze base, pouco ou nada aconteceu que originasse alguma paragem mais prolongada, à exceção da lesão do Pedro Justo, que seria muito bem aproveitada pelo Diogo, que estava preparado, trabalhou bem e fez um grande final de época. Quanto aos restantes elementos, mantiveram-se quase sempre aptos e a equipa continuou equilibrada ao longo da época.

Mas isso, comparando com o que aconteceu este ano, não foi nada! Tivemos as saídas prematuras do Bruno Fogaça e do Marquitos; os que deviam entrar demoravam ou nem vinham; o Ricardo Tavares chegou e lesionou-se gravemente; o João Pinto – isto não se sabia até agora, mas já podemos falar – sofreu uma entorse no joelho à segunda jornada, deu tudo enquanto pôde e só parou depois da derrota em Gouveia, ao fim de 12 jogos, porque a lesão não o permitia continuar; tivemos a questão dos castigos ao Mário e ao Muxa – que, apesar de tudo, aconteceram por culpa nossa e devemos reconhecê-lo –; sofremos com as saídas do João Couto e do Stefan numa altura conturbada e com fortes problemas internos… O quadro ficou muito negro! E isto sem falar das lesões caricatas do Bino, do Muxa, de uma nova lesão do João Pinto, da lesão do Gian, que foi agora operado… Nós olhamos para trás, para o que nos tem acontecido, e contado ninguém acredita…

Não digo isto para arranjar desculpas para nada, até porque tivemos algumas prestações boas nesse contexto, apesar de os resultados não terem sido os melhores. Mas lembro que o Teles é júnior de primeiro ano e jogou várias vezes, o Paulinho também, o Rochinha chegou a ser opção, o Yorn tem jogado e está apenas no primeiro ano de sénior… São jogadores com qualidade mas que sentem alguma dificuldade quando jogam todos juntos, com tantas ausências de jogadores mais experientes.

Mas há que dar os parabéns e enaltecer o que foi feito por uma equipa com uma média de idades tão baixa. Prova disso é o último jogo, em que o jogador mais velho era o Alex (25 anos) e média de idades do meio-campo era 17 anos… Isto é fruto de um enorme trabalho, não é nenhum milagre, mas foi muito complicado e há que valorizar o que conseguimos.

E, como disse, não quero arranjar desculpas mas é normal que a equipa tenha oscilado um pouco em determinados momentos, pela perda de algumas referências com qualidade e de rotinas que demoram a ser novamente assimiladas.

A média de idades do plantel é, realmente, relativamente baixa e o Pêpa promoveu ainda a estreia de alguns jogadores em idade júnior. Tudo isto, aliado ao facto de a Sanjoanense ser uma das equipas recém-promovidas do Distrital, à partida para esta época, deixa-o ainda mais orgulhoso, certamente…

Deixa, sem dúvida, e eu não me canso de dar os parabéns ao clube e à sua formação pelos jovens valores que tem. Uma coisa é a necessidade, outra é bater o pé, mas nunca virei a cara à luta. Sabíamos o risco que corríamos ao fazer algumas apostas mas, na primeira fase, nunca vi nenhuma equipa a fazer aquilo que nós fazíamos. Sei que, em alguns casos, houve equipas que contavam apenas com 16/17 inscritos nas fichas de jogo porque se recusavam a levar juniores… E nós, nesse aspeto, não tivemos qualquer receio, mesmo não querendo queimar etapas. O certo é que tivemos jogadores que se estrearam e tiveram alguns minutos, o que engrandece o trabalho da formação e prova que estão munidos de bons treinadores e bons jogadores que têm desenvolvido um excelente trabalho.

A equipa de júniores está perto de garantir a manutenção, as de juvenis vão conquistar a promoção, a de iniciados fez um trabalho fantástico… A formação está de parabéns e somos nós que temos que tentar potenciar e capitalizar os jovens que lá estão.

Existem sempre riscos mas fizemo-lo no ano passado e esta época com bons resultados e sucesso, por isso há que ter coragem e continuar o caminho, sempre sem receios.

O jogo da primeira fase diante do Marítimo C teve um grande impacto no plantel e marcou a última derrota da equipa até há bem pouco tempo. É justo dizer que esse foi o ponto de viragem da época?

Esse jogo foi marcante, com certeza. Mas, sem querer individualizar as coisas, tenho que falar da entrada do Sr. Maia, que nos estabilizou bastante. A nossa preocupação era gritante, era muita… Estávamos sem jogadores de campo para treinar, a questão financeira, apesar de continuar complicada, estabilizou depois da sua entrada e conseguiu trazer os reforços que já tínhamos pedido há muito tempo, o que deu estabilidade em termos de treino.

Esses são os dois pontos-chave. A derrota na Madeira, que nos revoltou e fez chorar pela injustiça que foi, e a entrada do Sr. Maia. A partir daí conseguimos ir buscar 5 ou 6 jogadores que, independentemente da idade, acrescentaram qualidade ao plantel. E arrisco-me a dizer que esse foi o grande ponto de estabilidade, porque até eu tinha saído naquela semana… E não sei, sinceramente, o que seria do clube caso ele não entrasse, porque estava a ver as coisas muito negras. Estávamos preocupados com o dia-a-dia, com os jogos que tínhamos e os poucos jogadores de que dispúnhamos, mas estávamos também a pensar o que seria desta segunda fase, porque sabíamos que matematicamente já não alcançávamos os dois primeiros lugares e que, caso não tivéssemos mais jogadores, as coisas seriam muito complicadas.

Numa altura em que nos aproximamos do final da época, com o objetivo principal assegurado, as atenções começam a centrar-se na próxima temporada. Mesmo sabendo que se realizam eleições para a presidência do clube em menos de um mês, espera manter-se no comando técnico da equipa?

Essa é uma pergunta complicada, mas não vou fugir a nada… Acho, sinceramente, que o clube dá tiros nos pés ao não planear as coisas atempadamente. Já o disse no ano passado e, quando me perguntaram, disse também que era função do treinador deixar a casa arrumada, independentemente de ficar ou não. Acho que isso é competência, rigor e é uma função do treinador que orienta o clube. Na época passada foi o que fizemos e a verdade é que a continuidade foi tratada um bocado tarde, apesar de reconhecer que estávamos muito focados na subida e nos pontos que faltavam para sermos campeões. Todos sabemos que a vida de um treinador é muito complicada e que existem muitos candidatos para um lugar só mas, na minha opinião, se há uma estrutura, um projeto e se o clube está identificado com a forma de trabalhar do treinador, não é normal que se espere pela última jornada do campeonato para decidir a continuidade, ou não, da equipa técnica. Mas isso foi o que aconteceu no ano passado e não podemos fazer nada… Conseguimos ir a tempo de trabalhar, de planear as coisas e foi o que fizemos.

Este ano, em termos teóricos – valendo o que vale – praticamente garantimos a manutenção com a vitória em Anadia. Em termos teóricos, repito, porque sabíamos que matematicamente ainda não a tínhamos assegurado. Sabíamos também que, à partida, os 30 pontos seriam suficientes e, mesmo assim, já os ultrapassámos. E eu tenho tudo preparado, em termos de planificação, jogadores e da nossa própria organização. Pretendo deixar a casa arrumada e é assim que vai ficar. Mas podemos dar-nos ao luxo de a quatro jogos do final, ou seja, a um mês do fim da época em termos oficiais, termos o objetivo cumprido e podermos começar a preparar tudo atempadamente, com cabeça, tronco e membros, conversando com calma e estabilidade sobre jogadores, objetivos e ambições… O Sr. Maia já falou comigo mas também não me consegue dar garantias de continuidade por não sentir o apoio que acredita ser necessário e voltamos assim ao mesmo. A Sanjoanense tem um grande potencial e todos os anos ouvimos que tem muita gente que pode ajudar, mas o apoio não se concretiza… Porque é que essas pessoas não se juntam em prol do clube? Isso faz com que percamos tempo, e o clube sai prejudicado.

Outra questão é a das eleições… Não sou ninguém para decidir quando são feitas mas o facto de se realizarem no final da temporada dá sempre azo a este tipo de situações. Se fossem feitas em dezembro/janeiro nada disto acontecia. Existia uma direção que atempadamente informava se contava ou não com equipa técnica. Se não contava com o Pêpa, o novo treinador começava a preparar a nova época, se contava com o Pêpa, começávamos nós a prepara-la… A verdade é que esta indefinição prejudica, acima de tudo, o clube. Damos tiros nos pés, perdemos tempo no planeamento – que equivale a mais de 50% do sucesso da época desportiva – e, infelizmente, vejo as coisas paradas…

Falo com o Sr. Maia, que me diz que não depende dele, e mostro o meu ponto de vista, a minha preocupação com o clube e com a equipa. Percebo a situação dele e tenho noção da grandeza do clube, que é muito eclético e com muitas modalidades, mas não estamos a conseguir ter a estabilidade que pretendíamos no futebol, numa altura em que podíamos aproveitar o facto de termos garantido a manutenção para nos sentarmos e prepararmos tudo atempadamente.

Este não é o caminho, na minha opinião… Existem outras formas de trabalhar, com mais organização, e podíamos aproveitar isso. Mas não depende de mim… Se dependesse já estaríamos a falar. Mas não depende e isso entristece-me.

Neste momento, se a continuidade no comando técnico dependesse unicamente da sua vontade, permanecia?

Permanecia… O trabalho está todo pronto, obviamente, mas há timings para tudo… Se o Sr. Maia, que é quem está agora no futebol, não tem apoio e segurança para garantir a continuidade, todos somos afetados. Os jogadores começam a ficar intranquilos, podem receber convites de um ou outro clube e não saber o que fazer ou que decisão tomar, os treinadores também… São situações que não dependem de mim. Não acho que este seja o caminho. As coisas podiam ser feitas de forma diferente e todos ganhávamos com isso, porque seria mais simples se nos sentássemos, estabelecêssemos objetivos e escolhêssemos aqueles com quem contávamos… E cada dia que passa é tempo perdido em relação à próxima época.

Depois de duas épocas em que alcançou os objetivos que sempre promoveu, que passavam por colocar e conseguir estabilizar a Sanjoanense nos campeonatos nacionais, sente que estão lançadas as bases para um percurso mais tranquilo em patamares superiores?

Estão, se as tais forças da cidade se juntarem… Eu não preciso de ser de São João da Madeira para perceber aquilo que aqui se passa, não ando aqui a dormir.

Vamos lá ver… Eu, enquanto treinador, tenho capacidade de aguentar a crítica e tudo aquilo a que estou sujeito durante os jogos. O futebol é muito forte em emoções, está muito enraizado na sociedade e os especialistas abundam. E nós temos que saber viver e lidar com isso. Mas esses especialistas não chegam… E o que devia ser feito era juntar a uma mesa os cabecilhas todos, a malta forte da cidade, que tem certamente um grande amor pelo clube. A Sanjoanense tem mais de 90 anos, todos recordam o seu passado e a solução passa por juntar as pessoas com peso e capacidade de trazer outras mais que queiram ajudar. Se estivessem todos juntos, colocando o clube acima de qualquer divergência, todos sairíamos beneficiados. E aí sim, com uma estrutura forte – não só em termos diretivos, mas num conjunto que engloba a Câmara Municipal, os adeptos e todas as forças que movem o clube –, com o mesmo espírito, o clube podia desenvolver-se bastante.

No ano passado conseguimos a promoção ao Campeonato Nacional de Seniores, esta época garantimos a manutenção, mas tudo o que se pretenda acima disto obriga a que as pessoas se sentem e estabeleçam metas e objetivos. Já o disse e volto a repetir: é uma pena que o clube não esteja com outra força, outra pujança. Porque não é suficiente que chegue uma pessoa como o Sr. Maia para resolver umas questões pontuais, quando sabemos que o clube tem tudo para estar tranquilo e estável. E essa estabilidade e uma boa estrutura facilitavam imenso o trabalho do treinador, dos jogadores e dos restantes elementos do clube, que não se desgastavam com coisas com que não deviam preocupar-se.

O clube tem potencial para puxar pela cidade, pelos adeptos e depois, com calma, talvez possa estar a lutar em 2/3 anos por uma subida à Segunda Liga, que era o que eu prespetivava em 4 anos, caso o apoio fosse maior…

Isso faz com que sinta alguma mágoa?

Atenção, quando falo em apoio, não é a nós, enquanto equipa. Eu estou muito agradecido ao clube, à cidade, aos adeptos… É marcante passar por este clube. A mágoa que tenho é por saber que dava para mais, essa é a tristeza que tenho. Não vou especificar, mas olhamos para alguns clubes no nosso campeonato e sentimos que não têm margem para mais. Estão no Campeonato Nacional de Seniores com todo o mérito, fruto de uma boa estrutura, boa organização, bons treinadores e jogadores, mas sentimos que não passam daquilo, não dá mais. Mas aqui não… Sentimos que dá para mais e é isso que me deixa um bocado triste e apreensivo. Não é com mágoa mas sinto que dá para mais. Temos que dar as mãos, unir-nos…

E volto a frisar que, quando falo de apoio, não me refiro aos adeptos. São fantásticos, somos a equipa que mais adeptos leva em jogos fora e, quando jogamos em casa, mesmo parecendo que não, temos boas assistências, que acabam por parecer menores pela dispersão dos adeptos no estádio, que é grande.

Mas quem conhece o passado do clube sabe que temos capacidade para muito mais, que temos um potencial enorme! Mas é preciso que todos caminhem para o mesmo lado. E é uma pena que isso não aconteça, que um clube como este fique satisfeito com o que tem alcançado. O ano passado foi muito bonito, a proeza foi fantástica, mas tivemos que aumentar a exigência para esta época e os resultados são visíveis… Há 10 anos que o clube não se mantinha na divisão imediatamente a seguir às ligas profissionais mas temos que olhar para a frente e querer sempre mais, porque o clube dá para isso. Se não desse, como em alguns casos, não podíamos pedir mais, mas se sentimos que dá para mais porque é que não nos juntamos e tentamos o difícil? Porque tentar o fácil é ficar acomodado.

A minha tristeza é essa, é ver que o clube tem potencial para muito mais… Mas é preciso que todos estejam a caminhar para o mesmo lado.

Para terminar, como caracteriza, em poucas palavras, o balneário e a época da Sanjoanense?

A época foi uma maratona terrível. Caímos e magoamo-nos a meio e apareceram dois carros: um para reparar e outro para nos levar para fora da corrida. Mas não desistimos, reparámos o que tínhamos a reparar, levantámos a cabeça, fomos à luta e conseguimos terminar a maratona com dificuldade mas, acima de tudo, com o objetivo cumprido, com grande brio.

O balneário, por seu lado, passou por muita coisa… É um daqueles balneários que marca qualquer um, com jogadores que passaram por muitas dificuldades, numa divisão bastante complexa, mas que sempre responderam de forma positiva.

Mas continuo a dizer que não podemos ficar acomodados. Temos que querer sempre mais e mais.

Resumidamente foi isso mesmo… Uma maratona muito difícil, bastante turbulenta, mas que terminou com o objetivo alcançado!

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