Comunicado: Sanjoanense vs Estarreja

Estimados Sócios e Simpatizantes da Associação Desportiva Sanjoanense,

Recordamos que, por culpa conta o castigo aplicado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que previa a realização de dois jogos no Estádio Conde Dias Garcia à porta fechada, o encontro entre AD Sanjoanense e CD Estarreja será disputado sem a presença de público afeto a qualquer clube interveniente.

Este será, porém, o último jogo de castigo, o que significa que a receção ao FC Cesarense, agendada para 4 de outubro decorrerá à porta aberta.

Mais se informa que, à semelhança do jogo da primeira jornada da presente edição do Campeonato Nacional de Seniores (CNS), diante do LFC Lourosa, não poderemos transmitir, em direto, qualquer detalhe referente ao encontro com o Estarreja. Nesse sentido, divulgaremos os dados de interesse logo após o seu término.

Gratos pela Vossa compreensão,

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense

Goleada garante próxima fase

  • Sanjoanense esteve em desvantagem mas terminou a golear.
  • Excelente segunda parte na base da vitória.

Em jogo referente à 1ª Eliminatória da Taça de Portugal, a Sanjoanense recebeu e venceu o Sousense por esclarecedores 4-1, garantindo a passagem à próxima fase da competição.

Numa primeira parte com pouco brilho e muito dividida a meio-campo foram os homens de Foz do Sousa, concelho de Gondomar, os primeiros a criar perigo mas Ângelo, na resposta a um cruzamento de Dany, viu Diogo negar-lhe o golo com uma excelente intervenção.

Algo ansiosos, os alvinegros apresentavam dificuldades em impor o seu jogo e lacunas no entrosamento, essencialmente em termos atacantes, e, já depois de uma nova ameaça forasteira, num cabeceamento de Paulinho, acabou por ser o Sousense a inaugurar o marcador. Com 38 minutos jogados, Ângelo aproveitou da melhor forma um livre lateral e, em excelente posição, rematou sem oposição, colocando os visitantes em vantagem.

Ainda assim, a resposta dos locais não se fez esperar e, pouco depois, Ronan esteve perto do empate, num lance algo polémico. Lançado por Rúben Alves, o avançado desviou a bola de forma subtil, tendo sofrido carga de Fábio, guarda-redes contrário, já dentro da grande-área. Filipe Alves, árbitro da partida, nada assinalou e Vítor Hugo, em cima da linha de golo, segurou a vantagem dos visitantes, para desespero dos presentes.

No entanto, bastaram dois minutos para que a Sanjoanense confirmasse a igualdade. Numa reedição da dupla Rúben Alves/Ronan, o médio voltou a servir o avançado que, quando tentava assistir Ricardo Oliveira, beneficiou de um desvio de um defesa adversário, que devolveu o empate já bem perto do descanso.

O golo motivou a Sanjoanense e serviu de mote para uma excelente segunda parte, marcada por uma reviravolta notável, consumada no espaço de 6 minutos. Aos 61, numa aposta ganha da equipa técnica, que fez entrar Chapinha no minuto anterior, o extremo aproveitou da melhor forma a assistência de Bruno Almeida e deu, pela primeira vez na partida, a vantagem à Sanjoanense.

Porém, o momento da tarde estava ainda para chegar. Minutos depois do golo de Chapinha, Júlio ganhou posição aos defesas contrários e assistiu Ruben Alves que, com um remate colocadíssimo, fez um golo de belíssimo efeito, alargando a vantagem.

De cabeça perdida, os visitantes demonstravam alguma agressividade e, a cerca de 25 minutos do final, Zé Augusto agrediu Edgar, recebendo ordem imediata de expulsão. A partir deste momento só se jogou, praticamente, no meio-campo ofensivo da Sanjoanense, que esteve, por diversas vezes, perto de aumentar a vantagem. Bruno Almeida foi o primeiro a visar o alvo mas, isolado, permitiu a defesa a Fábio que, pouco depois, voltou a dar resposta a um remate de Chapinha, lançado por Danilo.

Ainda assim, o volume atacante da Sanjoanense era já bastante elevado e, a três minutos dos 90, Bruno Almeida acabou por dar contornos de goleada à vitória, na sequência de uma boa investida e assistência de Ronan.

Com presença marcada na 2ª Eliminatória da Taça de Portugal, a Sanjoanense volta a centrar-se no campeonato e, no próximo domingo, recebe o Estarreja, no segundo e último jogo à porta fechada.

Jogaram: Diogo Almeida, Leandro, Edgar, Fabeta (Pedro Lisboa), Brandão; Danilo, Júlio, Ruben Alves (Jorginho), Ricardo Oliveira (Chapinha), Bruno Almeida, Ronan.

Declarações de Ricardo Sousa:

Ricardo, a Sanjoanense entra a vencer na Taça e garante presença na próxima fase com uma vitória diante de um adversário que se antevia difícil. Que comentário faz ao jogo?

Já sabíamos que íamos ter pela frente uma equipa muito complicada. Relembro que o Sousense conseguiu, no ano passado, o apuramento para a fase de promoção na Série C, aquela que é, para mim, a melhor série deste campeonato. É uma equipa extremamente complicada, muito experiente e chata. Sabíamos que íamos encontrar algumas dificuldades. A primeira parte foi difícil… Penso que os meus jogadores ansiavam chegar à vitória o quanto antes, precipitaram-se em alguns momentos e não gostei dos primeiros 45 minutos. Foi para esquecer, independentemente de termos corrido atrás do resultado depois de termos ficado em desvantagem. Não gostei e vou tentar que não se repita.

Já a segunda parte foi completamente diferente. Pareciam outros jogadores, a equipa teve a posse, teve personalidade, arriscou e tomou boas decisões nos momentos certos. E uma equipa com a qualidade da nossa e que consiga meter tanta intensidade como nós acaba por chegar ao golo.

Mas quero salientar que, depois de três jogos oficiais, à exceção do Bruno – o guarda-redes suplente – e de dois jogadores que estão lesionados desde o início da época, já todos os outros jogaram. Era algo que queríamos fazer, dar rotatividade ao plantel e conseguimos fazê-lo neste jogo, com algumas alterações em relação ao último jogo. Queríamos premiar o trabalho que os jogadores com menos minutos têm feito. Têm sido autênticos profissionais, têm ajudado na evolução da equipa que joga com maior regularidade e hojo [domingo] tiveram oportunidade de jogar e demonstraram que a equipa não fica a perder. É bom encontrar uma equipa motivada e é bom ter quase todo o plantel com minutos porque assim vamos conseguir manter toda a gente motivada durante mais tempo. É esta a política que vou pretender ao longo da época. O grupo é pequeno mas a qualidade é muito grande. Toda a gente vai ter oportunidades, toda a gente vai jogar e todos vão ajudar-se porque a entreajuda e o espírito de equipa deste grupo é algo que já não via há muito tempo no futebol!

Pegando na questão da rotatividade, foram quatro as alterações no onze, que não impediu que a Sanjoanense se exibisse em bom plano, especialmente na segunda parte. Está satisfeito com a resposta dos jogadores, principalmente dos que contavam com menos minutos?

Sem margem para dúvidas. Independentemente de ter escolhido jogadores com menos minutos de jogo todos têm trabalhado da mesma maneira e têm dito “presente”. Prova disso são os últimos cinco minutos do jogo contra o Oliveira de Frades, que estava muito fechado e difícil de vencer, e foram os três jogadores que saíram do banco – o Leandro, o Ricardo Oliveira e o Aloísio – que fizeram a jogada do golo da vitória. Hoje alguns deles foram premiados, jogaram e mostraram que estão aqui para dar mais qualidade ao plantel e que estão prontos para ter mais oportunidades.

Assume que a primeira metade foi menos conseguida mas, na segunda, a Sanjoanense mandou totalmente no jogo. Sente que o maior entrosamento ofensivo dos segundos 45 minutos foi crucial para este desfecho?

Completamente. Na primeira parte a equipa não estava a dar a profundidade necessária. Estava a dar largura ao jogo mas não estava a dar profundidade, toda a gente queria a bola no pé.

A segunda parte acabou por ser diferente, depois de, ao intervalo, termos colocado o Bruno na esquerda e o Ricardo Oliveira na direita. Aí o jogo começou a ter a profundidade que desejávamos e, ao ter profundidade, a equipa passou a subir mais no terreno, com muito mais posse de bola. Isso equilibrou a equipa, empurrou o adversário e depois, com a velocidade, intensidade e qualidade dos nossos jogadores, os golos foram aparecendo naturalmente.

Fechado o capítulo da Taça, a equipa volta a centrar-se no campeonato e na próxima jornada a Sanjoanense recebe o Estarreja, novamente à porta fechada. Que análise faz ao adversário?

O Estarreja, na minha opinião, é uma das equipas mais fortes desta série. Vamos entrar com muita cautela. Sabemos que não somos favoritos por tudo o que o Estarreja tem demonstrado e pelas poucas alterações que efetuou no plantel desde a época passada, o que faz deles uma equipa muito bem entrosada, mas estamos a trabalhar bem, estamos focados para enfrentar todos os jogos como finais e não vamos dar este jogo de mão beijada. Vamos lutar pelos três pontos, apesar de não contarmos com o nosso público, que tanta falta nos faz e voltou a demonstrar que é muito importante para os jogadores, por todo o apoio manifestado. Estamos aqui para lutar em todos os jogos e o próximo não será exceção.

Os adeptos responderam à chamada e assistência foi razoável. Sentes que, depois de alguma desconfiança inicial, o público começa a aproximar-se da equipa?

Espero que sim. Os adeptos têm aparecido desde o primeiro dia, desde o início dos jogos amigáveis, e isso é sinal de que confiam na equipa e estão com ela. Hoje [domingo] tivemos uma casa composta, uma claque que apoiou do primeiro ao último minuto e isso significa muito. Significa que toda a gente está com a equipa e quer o seu sucesso. Aquilo que posso prometer, enquanto equipa técnica, é que não vou deixar, em momento algum, que um jogador meu atire a toalha ao chão. Eu cresci nesta casa, sei o que ela significa e vou olhar todos os adversários nos olhos, dando o melhor para que consigamos vencer o maior número de jogos possível. E tenho a certeza absoluta que se pensarmos jogo a jogo vamos obter sucesso e vamos conseguir o que nos propusemos desde o início da época: a manutenção o mais rapidamente possível.

Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

RE/MAX e Sanjoanense estabelecem acordo de patrocínio

  • Contrato garante um dos patrocínios para a equipa sénior de futebol.

A RE/MAX associou-se à AD Sanjoanense e será, ao longo da temporada 2015/2016, um dos patrocinadores oficiais do futebol sénior.

O acordo, estabelecido nos últimos dias, prevê que o nome da marca esteja presente nas costas das camisolas da equipa sénior de futebol e terá a duração de duas épocas.

Fundada em 1973, a RE/MAX surge como uma das mais importantes redes de franchising imobiliário a nível mundial, com presença em 85 países, associando-se, agora, à Sanjoanense, numa parceria entre verdadeiros campeões!

«Pretendo uma equipa a controlar o jogo, a gerir o seu ritmo e a mandar, em casa e fora» – Ricardo Sousa

Ricardo André Pinho de Sousa. O apelido deixa pouca margem de erro quando sabemos que se trata de uma figura ligada ao futebol, em geral, e à Associação Desportiva Sanjoanense, em particular.

Escolhido para orientar a formação sénior do futebol alvinegro, Ricardo Sousa prepara-se para, uma vez mais, seguir as pisadas do pai, António Sousa, que deu brilho aos relvados portugueses como jogador e, posteriormente, na função de treinador.

Aos 36 anos, Ricardo, que foi o autor do golo que deu a Taça de Portugal, em 1999, ao Beira-Mar, na altura orientado pelo seu pai, optou pelo fim da carreira de jogador mas não tardou a dar um novo rumo à vida, desta feita na parte de fora das quatro linhas.

Com diversos convites em carteira, o antigo médio diz não ter hesitado na hora da escolha e, com uma proposta da Sanjoanense, assumiu o plantel sénior, naquela que será a primeira experiência como técnico.

Ciente da exigência associada ao cargo, a poucos dias do início oficial da nova época, o agora treinador esteve à conversa com o nosso site e, com expectativas elevadas, abordou o trabalho até agora desenvolvido, refletindo sobre as mudanças, o contexto e os objetivos propostos para o grupo que orienta.

Ricardo, na apresentação como treinador da Sanjoanense disse que aquele era o dia mais feliz da sua vida. Depois de um mês de trabalho com o plantel sénior, mantém os sentimentos e as expectativas em alta?

Sem margem para dúvidas. É uma experiência nova, algo que sabia que, mais tarde ou mais cedo, podia concretizar-se porque queria ficar ligado ao futebol e tinha por ambição começar a treinar. Tive três ou quatro convites para começar em atividade, ainda no decorrer da época passada, mas achei por bem não o fazer porque tinha dado a palavra ao clube em que estava de que acompanharia a equipa até ao fim, uma vez que queria estar com eles independentemente da lesão grave que sofri. Voltei a receber uma proposta no início da época e não aceitei, mas nem hesitei a partir do momento em que a Sanjoanense se chegou à frente e me disse que gostava que integrasse um projeto completamente novo. É um prazer iniciar a minha carreira profissional como treinador no clube onde me formei como jogador. É o clube da minha terra, aquele que acompanhei durante 14 anos. É uma felicidade enorme!

A decisão acabou por surpreender muita gente. Sentiu que a sua missão, enquanto jogador, estava terminada?

Aquilo que as pessoas queriam, no clube onde estava no ano passado, era que eu continuasse a jogar mas, depois da lesão grave que tive e depois de começar a receber algumas propostas para começar a treinar e perceber que um dia gostava de estar deste lado, foi fácil definir que o ponto final tinha chegado. É doloroso ter que encerrar uma carreira depois de 20 anos como profissional e 10 nas camadas jovens… Dói porque ainda queremos estar lá dentro, queremos jogar. Ainda agora, nos primeiros tempos no banco, a bola passa à frente, há um livre, um canto, algo que estava habituado a fazer e é completamente diferente estar no banco ou estar em campo. Mas os objetivos são diferentes, a maneira de estar também tem que o ser e sinto-me completamente preparado para este desafio, apesar de saber que não será uma tarefa fácil porque a Sanjoanense tem sócios que exigem bastante da equipa técnica, dos jogadores e da própria Direção.

Que ambições tem, em termos pessoais, para a nova temporada?

A ambição que um treinador deve ter, desde cedo, é querer ganhar sempre. O único objetivo da Sanjoanense, para a próxima época, é a manutenção. Queremos cimentar o projeto começado na última temporada, queremos voltar a garantir a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores, com uma equipa jovem e orçamento muito reduzido, para que no próximo ano possamos ter estabilidade para crescer.

Com o que temos este ano, aquilo que transmito aos jogadores é que perder acaba por nos matar dia após dia. Perder é a pior coisa que existe e nós vamos sempre lutar pelos três pontos, pensando jogo a jogo.

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Ricardo Sousa, treinador da Sanjoanense. Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Falando dessa luta constante pela vitória e da necessidade de resultados, do ponto de vista dos adeptos esta foi uma pré-temporada de registo, com resultados assinaláveis. Quanto ao Ricardo, como treinador, que avaliação faz da preparação feita?

A pré-época foi positiva em vários aspetos. Primeiro porque, ao contrário das restantes equipas, temos um grupo praticamente novo e depois porque temos um jogador com 32 anos, outro com 27 e os restantes com 23 anos ou menos. É um grupo bastante jovem…

Quanto aos resultados, foram aparecendo com naturalidade. Temos uma grande ambição de vitória, independentemente de jogarmos com equipas superiores como foram os casos da Oliveirense, o União da Madeira e o Arouca. Tentámos disputar todos os jogos cara a cara com o adversário, sem olhar à divisão em que nos encontramos. À exceção do jogo com o Arouca, que foi o mais atípico e com maior peso de responsabilidade por ter sido o de apresentação, batemo-nos sempre de igual maneira e é isso que vou querer no campeonato. Pretendo uma equipa a controlar o jogo, a gerir o seu ritmo e a mandar, em casa e fora. E estou certo que será indiferente jogar em casa ou fora porque, com os adeptos que temos, a Sanjoanense terá sempre o seu 12º jogador. Isso será muito benéfico e aproveito para pedir a ajuda da massa associativa porque a equipa técnica, os jogadores e a Direção estão a contar com todos vocês!

As alterações no plantel são, de facto, bastantes, desde a equipa técnica aos jogadores. Sentiu que essas mudanças eram necessárias para dar um novo rumo ao clube, depois de um ano marcado pelo regresso e estabilização nos campeonatos nacionais?

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Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Quando eu cheguei o plantel ainda não estava formado, tinha apenas 5 ou 6 jogadores. Falei com a Direção, que me transmitiu aquilo que queria fazer nesta época e que passava, essencialmente, por dar continuidade a um trabalho de promoção de jogadores da formação, que está a ser feito de forma exemplar. Todos os anos surgem novos jogadores da formação na equipa sénior e este ano não é exceção. Somos um grupo composto por 24 elementos, dos quais 13 pertencem às camadas jovens da Sanjoanense. É a continuação de um projeto, ao qual se aliam os meus conhecimentos e as ajudas do Jorge Neves e do Luís Mota, que nos permitiram ir buscar, com alguma facilidade, 5 ou 6 elementos que serão fundamentais para o nosso sucesso.

Está satisfeito com as opções de que dispõe?

Sem dúvida! Todas as decisões tomadas em termos de contratações foram muito ponderadas. Foram, basicamente, decisões minhas, do Jorge Neves e do Luís Mota e todos os jogadores têm dado resposta positiva. Queríamos jogadores jovens, que possam ser importantes para a Sanjoanense no presente mas que possam, também, dar o seu contributo no futuro. É nisso que pensamos… E com a envolvência que a Sanjoanense tem tido no futebol português, com as vendas que tem feito e com a qualidade que tenho visto nos jogadores, estou plenamente convicto que, no final deste ano, a Sanjoanense pode fazer muito dinheiro com alguns dos elementos que aqui estão.

Uma das características da equipa técnica que lidera é o facto de todos os elementos serem de São João da Madeira e terem feito formação na Sanjoanense. Um dos elementos que o acompanha é Cândido Costa, com quem, como se sabe, tem uma relação de grande proximidade. Vê o Cândido como a sua principal extensão dentro do plantel?

Sim. Este é um projeto conjunto e que já estava a ser preparado há 2 ou 3 anos. Já tínhamos dito que, mais cedo ou mais tarde, a oportunidade apareceria e trabalharíamos em conjunto. O Cândido é e será sempre o meu braço direito em termos de futebol porque é a pessoa em quem mais confio, a pessoa que me dá mais conselhos em relação ao que devo ou não fazer, independentemente das decisões passarem por mim, e é a pessoa que mais ouço. É a minha maior ajuda e a minha maior valia dentro daquilo que pretendo fazer em termos de carreira como treinador de futebol.

Quanto à época que se aproxima, a Sanjoanense continua na Série D do Campeonato Nacional de Seniores e terá pela frente a maioria das equipas que defrontou na temporada anterior. Daquilo que conhece, enquanto jogador e agora treinador, o que se pode esperar deste campeonato?

Vai ser um campeonato complicado. O mais complicado para a Sanjoanense é que, jogando com o Bustelo, o Cesarense, o Estarreja ou o Lourosa, em casa ou fora, estará a jogar derby’s. O Lusitano Vildemoínhos não tem derby’s, o Gafanha também não e quem joga contra a Sanjoanense acaba sempre por dar 200%. Somos um Benfica ou um FC Porto desta série e isso acaba por prejudicar-nos um pouco, mas estamos cientes disso e com vontade de que o campeonato comece o mais rapidamente possível, porque todos os jogadores têm dado sinal positivo e penso que estamos a conseguir prepara-los para os grandes jogos. Isso define o que cada um pode ser no presente e no futuro e acredito que todos eles estão preparados para o que aí vem.

Em relação aos derby’s que agora abordou, um dos motivos de interesse da nova época é, sem dúvida, o regresso dos jogos entre Sanjoanense e Lourosa, clubes que na última temporada integraram séries diferentes. Tendo em conta que um desses encontros é já na primeira jornada, o que espera do adversário?

O Lourosa é um dos adversários mais fortes desta série. Vem da Série C, a mais competitiva do Campeonato Nacional de Seniores, e é uma equipa que tem cimentado a sua posição. É madura, matreira e com experiência. Se calhar sai como favorita para este encontro inicial mas nós estamos cá para tentar contrariar esse favoritismo, para ombrear e lutar pela vitória até ao fim.

Quanto ao contexto do clube, daquilo que conhece da Sanjoanense e depois de um mês de trabalho no clube, quais são, na sua opinião, as condições que faltam para que este possa voltar a assumir-se ao mais alto nível?

Eu penso que a sociedade de São João da Madeira vive um bocado à custa de resultados. A envolvência depende muito dos bons resultados mas penso que os adeptos devem estar com o clube nas alturas boas e más. Se as pessoas se unirem será mais fácil para a Sanjoanense cimentar este projeto e chegar ao topo o mais rapidamente possível. Eu conheço a Primeira Liga, a Segunda Liga e o Campeonato Nacional de Seniores e são poucas as equipas portuguesas, nesta divisão e em superiores, que têm as condições, a ambição, os adeptos e a cidade que a Sanjoanense tem. Penso que, a partir do momento em que a Sanjoanense conseguir unir todos e subir este patamar, que é o mais complicado, poderá chegar ao topo e dificilmente de lá sairá…

O Ricardo teve uma carreira marcante, quer em Portugal quer no estrangeiro. Sente que a experiência acumulada é benéfica para a transmissão das ideias pretendidas aos jogadores que agora orienta?

Sem dúvida. E uma das coisas que me tem deixado satisfeito é que, apesar de serem muito jovens, os jogadores tentam e querem evoluir mais. E a evolução deles para palcos maiores passa um bocadinho pela aprendizagem que vão tendo com cada treinador que os orienta. Eles tentam saber e perguntam o que devem fazer para chegar a um patamar em que eu ou o Cândido estivemos e isso demonstra caráter e ambição da parte deles, que querem realmente crescer. E, quando assim é, penso que tudo se torna mais fácil.

Numa palavra, e mesmo tendo em conta o pouco tempo passado, como define o grupo de trabalho que tem à disposição?

Ambicioso.

Quais são as grandes surpresas deste primeiro mês?

A infra-estrutura que estou a encontrar na Sanjoanense. Penso que tenho que ter algumas palavras de consideração para alguns diretores que nos têm acompanhado, como o Jorge Neves, o Luís Mota, o Filipito, o Pedro Neto e o Bruno Conceição. Têm sido inexcedíveis em tudo o que temos pedido e com o grupo de trabalho e têm-nos dado condições e matéria que nem equipas da primeira divisão têm. E os jogadores têm que aproveitar aquilo que eles têm para nos oferecer.

Para terminar, que mensagem deixa aos adeptos?

Estejam connosco, são o nosso 12º jogador! Volto a dizer que são o nosso jogador mais importante porque são vocês que nos fazem sentir em casa. Temos que nos manter juntos porque juntos somos sempre mais fortes! E tenho a certeza absoluta que, se estiverem connosco, conseguiremos atingir os objetivos pretendidos mais cedo do que se espera. E podem estar completamente descansados, eu vou fazer com que os jogadores dêem o corpo por este clube, por esta instituição, porque eu sou daqui, também o fiz e continuo a fazer!

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Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Pedro Fernandes/Daniel Oliveira

Comunicado: Esclarecimento quanto às regras inerentes à realização dos jogos à porta fechada

Estimados Sócios e Simpatizantes da Associação Desportiva Sanjoanense,

Tendo em conta o castigo aplicado pela Federação Portuguesa de Futebol, que prevê a realização dos dois primeiros jogos oficiais no Estádio Conde Dias Garcia sem a presença de público afeto a qualquer clube interveniente, transmitimos algumas das condições a cumprir, constantes no Artigo 40º do Regulamento Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Assim, de acordo com o referido artigo, esclarece-se que:

“3. Os jogos realizados à porta fechada não podem ser objeto de transmissão televisiva ou radiofónica, quer em direto, quer em diferido.

 4. Nos jogos realizados à porta fechada podem aceder ao recinto desportivo:

a. Os dirigentes dos Clubes intervenientes;

b. O Delegado ao Jogo da FPF e o Observador de Árbitros;

c. As entidades que, nos termos do regulamento das provas em causa, tiverem direito a reserva de camarote;

d. Os membros dos órgãos de comunicação social, sem prejuízo do previsto no número 3;

e. As pessoas e funcionários dos Clubes e da entidade organizadora da prova em questão que sejam essenciais à realização do jogo e que se encontrem devidamente autorizadas para tal, nos termos regulamentares;

f. As restantes pessoas autorizadas nos termos regulamentares a nele aceder e permanecer.”

Gratos pela compreensão.

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense,

Qualidade ditou triunfo no último teste de pré-temporada

  • Sanjoanense derrotou Amarante no último encontro desta pré-temporada.
  • Resultados positivos motivam antes do início oficial.

Convidada pelo Amarante FC para o jogo de apresentação aos sócios e simpatizantes, a equipa de futebol sénior da Sanjoanense deslocou-se ao distrito do Porto, onde derrotou a formação local pela margem mínima (1-0).

Naquele que foi o último teste de preparação para a época que se aproxima, os homens de São João da Madeira acrescentaram um novo crédito à excelente pré-temporada realizada, averbando a quinta vitória em oito jogos.

Sempre bastante comprometidos, os comandados de Ricardo Sousa não concederam espaços ao adversário e, com base na posse de bola constante e numa excelente capacidade de circulação, dominaram do início ao fim, demonstrando, uma vez mais, um forte entrosamento e coesão.

O único golo do jogo foi apontado por Aloísio, já na segunda parte, na sequência de um belo remate em jeito, que só parou no ângulo superior da baliza contrária.

No próximo domingo (23 de agosto), a Sanjoanense recebe o Lourosa, no primeiro encontro oficial da nova temporada, relativo à primeira jornada da Série D do Campeonato Nacional de Seniores (CNS).

No entanto, convém salientar que o encontro se disputará à porta fechada, devido ao castigo imposto pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na sequência dos incidentes registados na receção ao Camacha, na temporada passada.

Domínio absoluto traduzido em vitória

  • Sanjoanense derrotou Gondomar (3-1) no penúltimo jogo de preparação para a nova temporada.

Em estádio emprestado – o encontro realizou-se em S. Vicente de Pereira, devido aos trabalhos de recuperação do relvado do Conde Dias Garcia –, a Sanjoanense recebeu e venceu o Gondomar por 3-1, dando continuidade aos bons resultados que têm marcado a pré-temporada.

Ainda que com algumas alterações face ao onze que iniciou o jogo diante do FC Arouca, os comandados de Ricardo Sousa mostraram que a qualidade exibicional é uma constante e, com noventa minutos de registo, impuseram o seu jogo, revelando bastante coesão.

Porém, foi uma das habituais apostas que, saído do banco de suplentes, acabou por dar cor ao marcador. Bruno Almeida, que entrou para o lugar de Rúben Alves ainda na primeira parte, colocou os alvinegros em vantagem, na conversão de uma grande penalidade assinalada por falta sobre Júlio.

Por cima no encontro, os homens de São João da Madeira mantiveram o domínio na segunda metade e não tardaram a aumentar a vantagem, com golos de belo efeito de Ronan Jerónimo e Catarino.

Com uma vantagem confortável, a formação da cidade do calçado geriu a partida quase até final, tendo sofrido apenas no último lance do encontro, altura em que não se esperava já outro resultado que não a vitória.

Na tarde de sábado (15 de agosto), o futebol sénior da Sanjoanense desloca-se a Amarante, no distrito do Porto, onde irá realizar o último teste de preparação para a próxima época, que tem início oficial agendado para o dia 23 de agosto.

Imagem positiva na apresentação aos sócios

  • Plantel sénior apresentou-se aos sócios e simpatizantes.
  • Bons apontamentos, apesar da derrota.

Foi na tarde do último domingo que jogadores e staff técnico desfilaram, um a um, na cerimónia que antecedeu o jogo de apresentação da equipa sénior de futebol da Associação Desportiva Sanjoanense, diante do FC Arouca.

Perante algumas centenas de adeptos, que marcaram presença no Conde Dias Garcia para conhecer as caras novas do plantel alvinegro, os pupilos de Ricardo Sousa disputaram mais um jogo de preparação para a nova época, mantendo o caráter exigente que tem pautado os trabalhos de pré-temporada.

Sob um intenso calor e com um adversário do principal escalão do futebol português pela frente, os homens de São João da Madeira voltaram a apresentar-se a bom nível, não conseguindo, porém, controlar a posse de bola como pretendido.

Já em fase final na preparação para a nova época – que tem início na próxima semana – o FC Arouca soube aproveitar e acabou por ser mais feliz, tendo chegado à vantagem ainda antes do intervalo, por intermédio de Vuletich.

Ainda assim, era a Sanjoanense quem mandava e, mesmo em desvantagem, mostrava maturidade exibicional de registo, pecando apenas pela escassez de oportunidades claras de golo.

Contudo, apesar dos bons momentos individuais e coletivos, os comandados de Ricardo Sousa não conseguiam chegar ao golo e foram os visitados que voltaram a marcar. Maurides, já em cima do minuto 90, confirmou a vitória forasteira, num jogo em que, não obstante o resultado, a formação alvinegra voltou a surpreender, transmitindo apontamentos motivadores e uma imagem positiva, numa altura em que se aproxima o arranque oficial da temporada.

Na próxima quinta-feira (13 de agosto), a Sanjoanense tem mais um teste na preparação para a nova época, defrontando o Gondomar, em jogo agendado para as 18 horas, em S. Vicente de Pereira.