As contas da manutenção

A faltar apenas três jornadas para o final do campeonato nacional da I Divisão de Hóquei em Patins, a Sanjoanense está, neste momento, a fazer contas aos cenários possíveis da manutenção. Neste caso, até à próxima jornada, esses cenários são muito simples: os alvi-negros têm que obrigatoriamente vencer o HC Tigres, no próximo dia 18 de Abril. Outro cenário que não a vitória consuma a despromoção da equipa treinada por Vítor Pereira, já que neste momento está a seis pontos precisamente do HC Tigres. Outra equipa a ter em conta são os Carvalhos, que das três formações que lutam pela manutenção – o Póvoa com a derrota caseira com o Candelária já tem o destino traçado – tem, à partida, o calendário mais acessível.

Mais, para além da obrigatoriedade em vencer frente aos Tigres, a Sanjoanense dava um passo importante se esse triunfo fosse conseguido por uma margem de cinco golos para superiorizar-se à equipa de Almeirim no confronto direto (derrota por 8-4 na primeira volta).

Trata-se, portanto, de um cenário delicado, mas nem por isso impossível, pois a Sanjoanense, com a adesão dos adeptos, pode conseguir a permanência. Ainda tudo é possível e só com a simbiose entre adeptos e jogadores é que o sucesso é alcançado.

Próxima Jornada:

Sanjoanense x Tigres

Carvalhos x Sporting

Classificação:

Tigres 17 Pontos

Carvalhos 13 Pontos

Sanjoanense 11 Pontos

Restantes Jornadas:

Sporting x Sanjoanense; Sanjoanense x Póvoa

Tigres x Juv.Viana; Benfica x Tigres;

Póvoa x Carvalhos; Carvalhos x Turquel

Mau início ditou o jogo

Foto: António Anacleto

SL Benfica 9 x Sanjoanense 1

5 Inicial: David Nogueira, Tiago Ferraz, Filipe Leal, Chico Barreira e João Oliveira(cap.)

Jogaram Ainda: Marco Lopes, Pedro Cerqueira, Daniel Homem, Alfredo Nogueira e Afonso Santos

Golo: Pedro Cerqueira

A Sanjoanense deslocou-se até Lisboa para defrontar um dos mais sérios e crónicos candidatos ao título, o Benfica, que, provavelmente avisado pelas dificuldades que teve na temporada anterior, nos Quartos-Final da Taça de Portugal no Pav.Desportos – na altura resultado de 5-8 – jogou ao seu nível com uma grande intensidade e, num início amorfo da Sanjoanense que consentiu quatro golos em oito minutos, o encontro ficou irremediavelmente condicionado.

Ainda assim, após o quarto golo e um “time-out” pedido por Vítor Pereira, a Sanjoanense acalmou, rodou jogadores, entrou no ritmo e equilibrou, no seu melhor período da primeira parte. Contudo, Carlos Nicolia, aos vinte minutos, fez o 5-0, resultado com que se foi para intervalo.

Na segunda parte, a Sanjoanense teve um início melhor, mas o Benfica voltou a marcar dois golos em dois minutos, por João Rodrigues e Diogo Rafael. Com o encontro perdido, importava jogar pela honra e pelos adeptos, que foram algumas dezenas que se deslocaram até à capital, rodando todo o plantel para que todos estejam preparados para os próximos desafios.

O Benfica nunca entrou numa toada de descompressão e, com isso, foi natural a concretização de mais golos, cabendo ao argentino Carlos Lopez bisar. Os alvi-negros fizeram o seu tento de honra, a três minutos do final, por Pedro Cerqueira.

Fica a sensação que a Sanjoanense pagou cara a factura do intenso esforço físico que fez, na última Quarta-Feira com o Juv.Viana o que condicionou a equipa a não dar uma melhor resposta ao Benfica. Ainda assim, perante uma equipa tão forte e que não deu facilitismos, mais não seria de esperar para este encontro que não é claramente do campeonato dos alvi-negros.

No próximo Sábado, no horário habitual, a Sanjoanense recebe o campeão em título, Valongo, em mais uma partida muito difícil, a terminar um ciclo de quatro jogos frente aos quatro primeiros classificados do campeonato da temporada passada.

O jogo ficou essencialmente marcado por um início amorfo que a Sanjoanense teve. Foi esse início com alguns erros que fez com que a partida ficasse irremediavelmente condicionada?

Vítor Pereira: Realmente não entramos bem no jogo, ao contrário do Benfica que com todas as mais valias que dispõe entrou forte e assim estragou a nossa estratégia para a possibilidade de disputar o jogo e tentar pontuar. Sabíamos que era uma missão muito, mas muito difícil e depois do Benfica chegar aos 4-0, optamos por uma estratégia diferente onde podemos trabalhar de forma a continuar a lutar pelos nossos objectivos, nunca deixando de ter uma atitude positiva em prol do jogo, de forma a dignificar o emblema que trazemos connosco.

Esse mau início poderá dever-se ao intenso esforço físico dispendido contra o juv.viana sendo que, a Sanjoanense com o seu amadorismo e sem hipótese para efetuar a devida recuperação, pagou a fatura?

V.P.: Terá sido também um factor para o resultado final, sabemos que estamos numa fase do campeonato muito difícil a defrontar equipas profissionais, as 4 primeiras classificadas da época passada, sabemos também que se dermos uma vantagem inicial a esses adversários tudo se torna mais complicado, tal como aconteceu a 3 dias atrás, isso fez com que tivéssemos que fazer uma partida em esforço para conseguir pontuar. É claro, como amadores que somos acabamos obviamente por ter reflexos desse esforço, no entanto isso não desculpa tudo, a forma como começamos não foi positiva com erros que sabíamos que não podíamos cometer. A espaços durante o jogo conseguimos ajustar e melhorar, e trabalhamos em prol da melhoria da nossa identidade como equipa, fizemos um jogo com rotação de todos os elementos, mas mesmo assim o ritmo imposto pelo Benfica desgastou e causou desgaste. Sabemos das diferenças e temos de ter a humildade necessária para saber aquilo que pretendemos e trabalharmos focados no nosso objectivo.

A Sanjoanense, a 300 km de casa, contou com cerca de 60 adeptos a apoiar incondicionalmente a equipa. No final os jogadores fizeram o grito junto a eles, num sinal de grande união entre adeptos e jogadores. Como se sente ao ver os seus adeptos deixarem uma marca positiva em todos os pavilhões da I Divisão?

V.P.:  Como já disse anteriormente é um orgulho enorme ser treinador deste clube e ter esta massa associativa connosco. Estes nossos adeptos tem o mesmo espírito que a equipa, vão a todo o lado sem medo, com um atitude muito positiva, dão o seu melhor e dignificam a modalidade, a cidade , o clube, são sem dúvida adeptos em sintonia com a equipa e com o ADN do clube. Isso para mim, para a minha equipa é muito importante, dá-nos conforto e alento para continuar o nosso trabalho em busca do nosso objectivo, sabemos que compreendem a nossa postura, que juntos somos mais fortes, sabemos que estão connosco em busca nosso objectivo.

Segue-se o campeão nacional Valongo no próximo Sábado, é importante não haver ilusões sobre uma eventual fragilidade do Valongo em relação ao ano passado?

V.P.: O Valongo tem uma excelente equipa, tem um hóquei muito positivo, joga o jogo pelo jogo é claro é o campeão em título, moralizado por as 2 ultimas vitórias, uma delas muito importante com a Oliveirense em Oliveira de Azeméis, por tudo isto não podemos esperar facilidades. Trazem sempre muitos adeptos consigo, adeptos que transmitem sempre um grande apoio, e por vezes o factor de jogar fora não se sente. No entanto no meu entender isso em S. João da Madeira não vai acontecer, pois espero que nossos adeptos marquem presença de forma que estamos habituados e mais uma vez transmitam a energia que precisam que neste momento difícil fiquem connosco para nos ajudarem a conquistar pontos frente ao campeão nacional. Sábado em S. João da Madeira será dia de festa do hóquei em patins estaremos de volta ao “caldeirão” da cidade do trabalho.

Raça, Garra e Dedicação!

Sanjoanense 3 x Juv.Viana 3

5 Inicial: David Nogueira, Tiago Ferraz, Filipe Leal, Chico Barreira e João Oliveira(Cap.)

Jogaram Ainda: Daniel Homem, Alfredo Nogueira e Afonso Santos

Golos: Chico Barreira(2) e Tiago Ferraz

 

Que grande noite de hóquei em patins, aquela que o público pôde presenciar esta quarta-feira! A Sanjoanense rubricou aquela que foi, até ao momento, a sua melhor exibição no campeonato, com imenso caudal ofensivo, inúmeras oportunidades e, pelo menos, uma dezena de bolas no ferro contra uma equipa, que convém recordar, foi 4ªClassificada na temporada anterior e disputa a Liga Europeia.

Ainda assim, a primeira parte dos alvi-negros foi marcada por duas desatenções fatais que o Juv.Viana aproveitou, com dois golos de Diogo Fernandes. O melhor marcador da I Divisão, Luís Viana, foi anulado pela defensiva alvi-negra e, as únicas oportunidades que teve para marcar golo foram de livre-directo, mas David Nogueira esteve superior em todas elas.

A cinco minutos do intervalo, Alfredo Nogueira vê um rigoroso cartão azul que, Diogo Fernandes no livre-directo, fez o hat-trick. Quando se pensava que 0-3 seria o resultado com que as equipas iriam para o descanso, Chico Barreira reduziu de grande penalidade mas, ainda assim, o resultado castigava a ineficácia da Sanjoanense.

Na segunda parte, praticamente só deu Sanjoanense, com o Viana a criar perigo em contra-ataque e ataques-rápidos aproveitando o balanceamento para o ataque da equipa de Vítor Pereira que, apesar de estar em último, teve a capacidade para encostar o Juv.Viana “às cordas”, jogando de igual para igual com uma raça e garra admiráveis alicerçados num público fantástico que empurrava a equipa para um resultado melhor.

Aos cinco minutos, Chico Barreira de livre-directo reduziu para 2-3 e, depois de muito rematar, com algumas perdidas escandalosas – embora o guardião internacional Jorge Correia tenha sido o melhor em campo – Tiago Ferraz encontrou o caminho certo com uma sticada potentíssima fez o 3-3.

A Sanjoanense soube resistir a tudo, incluíndo um livre-directo a 15 segundos do fim, que David Nogueira defendeu, e poderia mesmo ter ganho no último segundo, não fosse uma clara falta para cartão azul não ter sido sancionado e, na sequência dessa jogada, Chico Barreira fez brilhar, pela última vez, Jorge Correia.

Foi uma exibição colectivamente muito forte, mas destaque para David Nogueira, presente nos momentos decisivos, Chico Barreira e a sua velocidade e Daniel Homem, que vai subindo de forma de jogo para jogo. Por último, arbitragem muito aquém daquilo que dois juízes internacionais devem fazer.

 

Emocionante jogo no Pav.Desportos em que a sua equipa fez um jogo de raça, atitude e dedicação, mas… se metade das oportunidades tivessem sido concretizadas, a Sanjoanense hoje goleava o Viana, foi na finalização que a vitória fugiu?

Vítor Pereira: Um jogo sem dúvida emocionante, penso que um bom espectáculo, quem veio assistir e gosta de hóquei certamente ficou satisfeito com a partida e com a exibição da Sanjoanense. Realmente estivemos muito perdulários no que respeita a finalização, e isso poderia ter-nos dado a vitória, esse aspecto e um pouco e rigor táctico no inicio da partida levou-nos a cometer erros que equipas como o Viana não perdoam e que nos fez andar atras do prejuízo. Felizmente conseguimos sair dessa situação, depois de uma primeira parte equilibrada a nível de jogo, mas com o Viana a ser mais concretizador, partimos para uma segunda parte onde no meu entender tivemos o domínio e fizemos tudo para ganhar o jogo, corremos riscos em busca do melhor resultado possível , mostramos que temos soluções e equipa para trabalhar pelo nosso objectivo.

Voltou a pontuar dando a equipa sinais de estar a melhorar. Sente que é inequívoca esta melhoria, de jornada para jornada?

V.P.: Como tenho dito, sinto esta equipa em crescendo, depois de todas as dificuldades que nos temos deparado penso que começamos a estar mais estáveis e as exibições tem melhorado, temos vindo em crescendo e fico satisfeito por isso. Com os Patins bem “assentes” no ringue, vamos traçando o nosso percurso, sinto-me satisfeito com o trabalho desenvolvido mas tenho noção que é preciso continuar a trabalhar de forma a melhorar ainda alguns aspectos.

Depois deste ponto, segue-se mais um jogo com um candidato ao título. O que é que a ADS poderá fazer no Pav. Luz?

V.P.: A ADS vai a luz dar o seu melhor, é um jogo importante, importante o resultado mas acima de tudo a prestação, dignificar o clube e a cidade, se conseguirmos pontos será “Ouro sobre Azul” , sabemos das dificuldades de defrontar um plantel como o do Benfica, não temos nada a perder e temos tudo a ganhar mas independentemente disso não vamos deixar de seguir o nosso caminho bem conscientes do que é o nosso campeonato e o nosso objectivo.

Alma alvi-negra no Dragão Caixa

FC Porto 9 x Sanjoanense 2

5 Inicial: David Nogueira, Filipe Leal, Pedro Cerqueira, Chico Barreira e João Oliveira

Jogaram Ainda: Marco Lopes, Daniel Homem, Alfredo Nogueira, Afonso Santos e Roberto Ribeiro

Golos: Daniel Homem e Chico Barreira

A Sanjoanense voltou a perder, depois do primeiro ponto conquistado, na última jornada, nos Carvalhos. Ainda assim, os alvi-negros voltaram a deixar uma imagem positiva num resultado que só sofreu um desnível maior no momento em que os visitantes acusaram o desgaste físico provocado pelo alto ritmo que o FC Porto colocou na partida.

O Porto, ao contrário do que tinha feito na última jornada, a meio da semana, na recepção aos Carvalhos, fez uma boa exibição, encarando o encontro com seriedade e criando as maiores dificuldades possíveis à Sanjoanense.

No Pavilhão Dragão Caixa, com cerca de meia casa e destaque para a presença de uma centena de sanjoanenses que foram incansáveis no apoio à equipa, os visitados demoraram a chegar ao golo, fruto da boa organização defensiva da Sanjoanense e da concentração do guardião David Nogueira que, negou os intentos locais até aos sete minutos, altura em que Helder Nunes abriu o activo.

Aos onze minutos, Chico Barreira desperdiçou aquilo que poderia ser o empate, numa grande penalidade ao ferro da baliza de Nélson Filipe e, aos vinte minutos, o capitão do FC Porto, Reinaldo Ventura, marcou um golo “à Reinaldo”, numa sticada fortíssima sem hipóteses para David Nogueira, levando o resultado para o intervalo em 2-0.

Na segunda parte, a Sanjoanense teve uma pequena desconcentração fatal, aos três minutos, ao deixar aparecer “Rafa” nas costas e em posição frontal para a baliza, assim fazendo o 3-0. Pouco depois, Vítor Hugo, em lance individual só ao alcance dos melhores, fez o 4-0.

A Sanjoanense nunca desistiu e, numa assistência de Filipe Leal que isolou Daniel Homem, o avançado proveniente do Mealhada bateu Nelson Filipe, fazendo o 4-1. Aos doze minutos, Daniel Homem falhou o “bis”, ao desperdiçar um livre-directo.

À passagem do quarto de hora da segunda parte, Hélder Nunes bisou mas, o melhor marcador alvi-negro, também quis deixar a sua marca e concretizou uma grande penalidade aos dezanove minutos, fazendo o 5-2.

A partir deste período, a Sanjoanense  caiu um pouco fisicamente e, com dois erros defensivos sucessivos, permitiu ao FC Porto ampliar a vantagem para 7-2, com dois golos de Jorge Silva. Até ao final, Vìtor Pereira deu oportunidade a Roberto Ribeiro, ainda com idade de júnior, de se estrear no campeonato da I Divisão, período que coincidiu com mais dois golos do FC Porto, um por Caio e outro por Jorge Silva.

Na próxima jornada, que se disputará na Quarta-Feira dia 25 de Novembro, os alvi-negros recebem a Juv.Viana.

Classificação

Comunicado

A Associação Desportiva Sanjoanense vem por este meio informar que, o Vice-Presidente para a secção de hóquei em patins, Henrique Almeida, apresentou a demissão por razões pessoais irreversíveis.

A Direcção agradece todo o empenho, dedicação e entrega, nestes quatro anos, coroada com uma subida de divisão, na temporada passada e uma revitalização da secção de hóquei em patins.

Mais se informa que a direcção está a encetar contactos para formar uma nova equipa directiva que, brevemente e oportunamente, será anunciada.

São João da Madeira, 14 de Novembro de 2014.

Um ponto de personalidade

Carvalhos 7 x Sanjoanense 7

5 Inicial: David Nogueira, Filipe Leal, Chico Barreira, João Oliveira(cap.) e Daniel Homem

Jogaram Ainda: Marco Lopes, Pedro Cerqueira, Afonso Santos e Alfredo Nogueira

Golos: Chico Barreira(4), Filipe Leal, Pedro Cerqueira e Daniel Homem

E à 6ªJornada, a Sanjoanense pontuou pela primeira vez. Num encontro do “campeonato” dos alvi-negros, a equipa de Vítor Pereira foi superior em toda a primeira parte e, embora com algum ascendente dos Carvalhos na 2ªParte, a recta final voltou a ser dominada pelos da capital do calçado que ficaram a 9 segundos de uma vitória muito saborosa, não fosse Chico Barreira ter falhado uma grande penalidade que dava a vitória.

Num Pavilhão sempre com boas assistências e um ambiente escaldante, a Sanjoanense entrou muito personalizada e a criar oportunidades, inaugurando o marcador, aos seis minutos, por Chico Barreira, numa boa iniciativa individual. No minuto seguinte, Tiago Pimenta, jogador que teve várias atitudes deploráveis para o público sanjoanense, empatou a 1-1.

Aos doze minutos, Filipe Leal, num livre, disferiu uma “bomba” que ainda bateu no ferro e colocou novamente a Sanjoanense na dianteira. Aos dezoito, João Oliveira vê rigoroso cartão azul mas, no livre-directo, David Nogueira brilhou perante José Almeida, outro elemento que também preferiu festejar com provocações aos adeptos da sanjoanense em vez de festejar com a sua massa associativa.

A jogar em powerplay, o Carvalhos acabaria por chegar ao golo, pelo mesmo José Almeida. Mas o encontro era de parada e resposta e, poucos segundos depois, o Carvalhos comete a sua décima falta e, na marcação do livre, Chico Barreira bate Mário Mata, fazendo o 2-3.

O último minuto da primeira parte foi recheado de acção, com um golo para cada lado, primeiro para André Matos e, depois, um golaço de Pedro Cerqueira, que começa a adquirir a sua melhor forma, levando a Sanjoanense em vantagem para o intervalo.

Na segunda parte, os visitados entraram melhor e empataram, aos três minutos, por José Almeida, na conversão de um livre-directo. No minuto seguinte, Bruno “Serôdio” desperdiçou uma grande penalidade. Aos onze minutos, João Oliveira desperdiça um livre-directo e, no minuto seguinte, o capitão alvi-negro viu o segundo cartão azul, mas já com Marco Lopes na baliza, José Almeida desperdiçou a oportunidade.

Aos treze minutos, o Carvalhos passou, pela primeira vez no jogo, para a frente do marcador, em novo livre-directo mas desta vez concretizado por José Almeida. Dois minutos depois, Pimenta fez o 6-4.

A Sanjoanense arriscou, foi para cima do adversário e, com uma personalidade enorme, empatou em três minutos, primeiro por Daniel Homem, que se estreou a marcar no campeonato com a camisola alvi-negra e, depois, por Chico Barreira, na conversão de um livre-directo após falta para cartão azul cometida por André Matos.

No mesmo minuto, os Carvalhos voltaram para a frente, novamente por Tiago Pimenta, mas Rui Vidal, numa falta infantil, recebeu cartão azul e permitiu a Chico Barreira fazer o 7-7 final que poderia ter sido uma vitória para a Sanjoanense, não fosse o homem-do-jogo, Chico Barreira, ter desperdiçado uma grande penalidade, a 9 segundos do fim, que dava a primeira vitória à Sanjoanense e seria muito merecida.

No próximo Sábado, pelas 15H, a Sanjoanense desloca-se ao Dragão Caixa para jogar com o FC Porto, no primeiro jogo de uma série de quatro contra os quatro primeiros classificados do campeonato da temporada anterior (Valongo, Benfica, FC Porto e Juv.Viana).

O primeiro ponto… mas que poderiam ter sido três. Não só pelo pénalti falhado a 9 segundos do fim, mas essencialmente porque a sua equipa foi superior grande parte do encontro, concorda?

Vítor Pereira: Podiam ter sido 3, tivemos quase tudo para os trazer esses pontos, trouxemos 1 e podíamos até não ter pontuado. Como eu disse antes do jogo este jogo era um jogo de tripla. Mais realmente o mais importante de salientar é que foi 1 ponto conquistado fora em casa de um adversário directo com uma excelente exibição. No meu entender uma primeira parte que dominamos, que deveríamos ter conquistado uma diferença maior de golos ao intervalo, uma segunda parte mais equilibrada com um período que os carvalhos passa para a frente do marcador e uma ADS a ter que jogar bem e com alma para inverter de novo o rumo dos acontecimentos. A haver um vencedor penso que deveria ser a Sanjoanense por tudo que se passou no ringue, pela força e alma que demostrou dentro e fora do ringue. Conquistamos um ponto fora e sinto que a equipa continua a crescer, vamos continuar a trabalhar pelo nosso objectivo.

A sua equipa inicia, agora, um série de 4 encontros frente a equipas de topo – FC Porto, Juv.Viana, Sl Benfica e Valongo pela ordem – como irá encarar estes jogos de máxima dificuldade?

V.P.: Vamos defrontar os 4 primeiros classificados da época passada, são jogos muito complicados, são jogos de uma competitividade muito grande, equipas muito competitivas, com jogadores de um nível europeu, mundial, jogos que todos nós gostamos de estar presentes com a responsabilidade do lado dos nossos adversários, não temos nada a perder. São jogos que trazem uma motivação extra a qual esperamos que sirva para nos superarmos e estarmos a um bom nível, aproveitando algum deslize de um desses adversários. Se nestes 4 jogos conquistarmos pontos é bom, eu acredito que o vamos fazer pois estamos a trabalhar muito, a procurar a nossa estrelinha da sorte e sei que isso vai dar os seus frutos. Como sempre vamos entrar com a mesma postura e objectivo nos jogos: Ganhar. O apoio dos nossos adeptos fora e principalmente em nossa casa poderão fazer a diferença, nós contamos com isso pois os nossos adeptos estão com a equipa e todos juntos temos consciência que pontos contra estas equipas poderão fazer a diferença no final.

A Sanjoanense acaba a jogar com um misto de juventude e experiência e, à semelhança do que tinha acontecido na Candelária, os jovens deram boa conta do recado e jogaram no limite para que o ponto fosse alcançado. Sente que tem uma equipa que, com o seu potencial trabalhado em jogadores como Alfredo Nogueira, Afonso Santos, Daniel Homem ou Pedro Cerqueira, poderá ser a estabilidade do clube no futuro, na I Divisão?

V.P.: Somos uma equipa, trabalhamos como equipa, jogamos como equipa e isso tem sido notório nos jogos. O nosso plantel pode não ser um plantel recheado de nomes de primeira divisão, mas é uma equipa equilibrada, jogadores com boas capacidades, alguns ainda em crescendo devido a sua juventude, um plantel de acordo com as possibilidades do clube e mais importante um plantel que se identifica com o “ADN”do clube. São jogadores diferentes que se completam de forma a sermos uma equipa, independentemente da idade joga quem trabalha, quem se encaixa na estratégia que delineamos, que se encaixa no decorrer do jogo e alterações achamos por bem fazer. Não temos de ter medo, é preciso apostar nos nossos jovens atletas, é essa a nossa intenção, mesmo que tivéssemos rios de dinheiro eu como treinador não deixaria de apostar nos nossos jovens. Claro que ter neste plantel alguns, muitos jovens de valor dá-me uma grande satisfação e motivação em relação ao futuro mas para mim eles já são o presente e têm demonstrado dentro do ringue.

Xavi Puigbi e algo mais…

Sanjoanense 1 x Oliveirense 5

5 Inicial: David Nogueira, Filipe Leal, Chico Barreira, Daniel Homem e João Oliveira

Jogaram Ainda: Pedro Cerqueira, Alfredo Nogueira e Afonso Santos

Golo: João Oliveira

12 anos depois, um dos grandes derbys do hóquei em patins nacional regressou. Embora sem a pujança das últimas décadas, o Pavilhão dos Desportos apresentou uma boa casa com cerca de mil espectadores.

À partida para esta 5ªJornada, a Sanjoanense tentava somar os primeiros pontos perante uma Oliveirense recheada de grandes valores individuais e com um orçamento muito superior, que lhe permite lutar pelo título.

No entanto, esta diferença não se sentiu na primeira parte porque os visitados entraram muito concentrados e rubricaram a melhor exibição, até ao momento, no campeonato. Jogando em 2×2 com a entrada de Daniel Homem para o cinco inicial, em detrimento do castigado Tiago Ferraz, a Sanjoanense, sempre com cautelas, soube encarar o adversário “olhos nos olhos” e chegou à vantagem, nos primeiros minutos, pelo capitão João Oliveira.

O encontro decorria equilibrado e com bom ambiente nas bancadas, como é hábito no Pav.Desportos e a Oliveirense procurava chegar ao empate, concretizado por Tó Silva, que só teve que encostar para o fundo da baliza de David Nogueira, fazendo o 1-1, resultado que se manteve até ao intervalo.

Na segunda parte, a Sanjoanense manteve a concentração mas alguns erros da dupla de arbitragem de Aveiro, chefiada por António Santos, permitiram um desnivelamento do resultado.

Aos três minutos, Filipe Leal vê rigoroso cartão azul e, no respectivo livre-directo, David Nogueira brilhou perante Gonçalo Alves. A jogar em powerplay, a Oliveirense chegou à vantagem, no minuto seguinte, por Nelson Pereira.

Pouco depois, Chico Barreira sofre falta para cartão azul com a dupla de arbitragem a não admoestar o cartão, marcando apenas a falta. O sub-capitão alvi-negro foi, aliás, muito castigado com faltas, algumas delas dentro da área, nem sempre sancionadas e outras punidas com simulação.

Esta situação permitiu alterar um score de faltas que ao intervalo era de 6-8 para um 10-8, aos dez minutos, mas no livre-directo, David Nogueira voltou a negar os intentos da Oliveirense.

Contudo, quem tem jogadores do calibre de Gonçalo Alves tem um trunfo que é capaz de desequilibrar encontros a qualquer momento e assim foi, aos oito minutos, com um golo “de outro mundo” do internacional português.

A Sanjoanense não baixou os braços e criou inúmeras situações para marcar, mas Xavi Puigbi justificou o investimento e realizou uma exibição ao mais alto nível. Como “quem não marca, sofre”, Tó Silva, contra a corrente do jogo, colocou o marcador em 4-1, com muita sorte à mistura.

Aos treze minutos, João Oliveira desperdiçou um livre-directo e Martin Montivero, aos dezoito minutos, fechou a contagem em 1-5, um resultado exagerado e pesado para aquilo que os homens de Vítor Pereira produziram.

Este Sábado há um encontro muito importante na luta pela manutenção, frente-a-frente irão estar Carvalhos e Sanjoanense pelas 18h.